Pornografia, masturbação e outros abusos secretos

Pornografia, masturbação e outros abusos secretos:
Uma perversão da intimidade



Certa vez, um advogado encaminhou-me um aconselhado que estava envolvido em uma série de crimes sexuais. Ele já havia sido pego, preso e acusado quando tivemos nosso primeiro encontro. Um crente nos seus cinqüenta anos, ele era viúvo e tinha vários filhos que viviam em diferentes regiões do País. Na época em que os crimes sexuais foram cometidos, sua esposa já havia falecido há pelo menos 10 anos.

O casamento havia sido muito turbulento, com brigas, e ele chegou a ser expulso de casa. Sua esposa fora internada várias vezes com diagnóstico de depressão clínica. Durante esse tempo, o casal não manteve nenhuma atividade sexual e ele me revelou que se envolveu em vários relacionamentos extraconjugais enquanto a esposa estava hospitalizada e o sexo não estava disponível. Ele parecia pensar que as circunstâncias tornavam esses relacionamentos menos questionáveis.

Aquele homem também me contou que manteve diversos relacionamentos homossexuais exploratórios antes do casamento, no final da adolescência e começo de vida adulta. Durante o casamento e depois da morte da esposa, ele teve um envolvimento muito próximo com uma filha e tão intenso que levantei a possibilidade de um relacionamento incestuoso, mas ele negou. Estava claro, entretanto, que sua filha tinha funcionado como uma esposa substituta. Aos trinta anos, ela resolveu sair da casa paterna. Aproximadamente um ano depois, ele começou a se envolver sexualmente com dois adolescentes.

Esse caso ilustra dois aspectos do pecado sexual que os conselheiros devem ter em mente: imoralidade é uma forma de “fraude” e revela a ação de uma “força da correnteza”.


A “fraude” da imoralidade sexual

O que queremos dizer ao descrever imoralidade sexual como “fraude”? Tipicamente quando falamos em fraude, ou adultério, temos em mente um relacionamento amoroso com alguém que não é seu cônjuge. Minha interpretação aqui é um pouco diferente. Efésios 5:31-32 diz:
Eis porque deixará o homem a seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu refiro a Cristo e à igreja. Não obstante, vós, cada um de per si ame a sua própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite a seu marido.

A Bíblia é muito clara quando diz que o casamento “tipifica” o relacionamento do crente com Cristo. Visto que Deus criou o relacionamento conjugal e também revelou as verdades concernentes à redenção e ao nosso relacionamento com Cristo, o significado da metáfora é impositivo. Deus mesmo criou a similaridade, ao invés de articular uma similaridade já existente. Os objetos principais da metáfora -- a natureza do vínculo matrimonial e a união do crente com Cristo -- interagem de maneira a mudar e enriquecer nosso entendimento de ambos. Minha experiência com Cristo ajuda-me a entender que tipo de cônjuge eu devo ser. Reciprocamente, minha experiência de união matrimonial ajuda-me a entender alguma coisa do mistério da união espiritual (Gl 2:20). Como resultado da minha união espiritual com Cristo (Ef 4:1, 20-21;5:1),  sou constrangido nos meus relacionamentos, especialmente no casamento, a falar a verdade (Ef 4:25), edificar o próximo (Ef 4:29), morrer para mim mesmo (Ef 5:1) e não me deixar governar por mim mesmo, pelas paixões ou pela ira (Ef 4:31).

Onde entra o sexo nesse quadro? Creio que ele foi planejado para estar no fim da corrente da intimidade. Paulo indica que o sexo é o produto ou a expressão de uma união (1 Co 7:3-4). O sexo nunca cria uma união. Não é surpresa que o mundo nos diga o contrário. A sexualidade retratada na mídia conduz à intimidade ou está completamente separada do “problema” da intimidade. Na verdade, fica quase sempre implícito que o melhor sexo é praticado com pessoas desconhecidas.

Se o casamento foi planejado como o contexto em que a relação sexual é uma expressão de companheirismo intenso e intimidade, então qualquer prática sexual que não expresse essa união, mesmo dentro do casamento, falha em cumprir o propósito designado por Deus para o sexo. As Escrituras dizem que dois tornam-se um e que a sexualidade no casamento deve ser uma expressão desse companheirismo, uma expressão e conseqüência dessa intimidade.  Levando isso em conta, há um grande número de maridos e esposas dentro das igrejas que são ateus funcionais.

O que geralmente caracteriza um casamento em que há problemas sexuais? A esposa reclama: “Quando meu marido chega em casa, não tive nenhuma forma de envolvimento com ele, nenhuma comunicação. Ele diz ‘Querida...’ eu olho para ele e digo ‘Quem é você? Deixe-me em paz!’ Mas ele quer melhorar as coisas indo para cama. Ele pensa que isso vai me aproximar dele.” Apesar de nenhum flagrante imoral estar envolvido aqui, há uma “fraude” – sexo sem intimidade.
Chamei o comportamento do meu aconselhado de “fraude” porque sua vida sexual inteira – seu casamento, os relacionamentos extraconjugais e até mesmo os comportamentos sexuais pervertidos – era uma expressão do seu desejo de experimentar sexo sem intimidade. Ele era preguiçoso e não queria batalhar por intimidade nos seus relacionamentos. Não queria trabalhar o relacionamento com sua esposa; conseqüentemente, houve adultério. Então, ele encontrou intimidade em um relacionamento conveniente com sua filha, fora dos padrões de Deus. Creio que essa foi uma das razões de sua filha mudar para longe. Esse homem era um fraudador. Deus estabeleceu um plano e ele burlou esse plano para fazer as coisas do seu jeito.

Enquanto eu o aconselhava, perguntei sobre a possibilidade de casar-se novamente. Ele disse: “Bem, só não quero outro casamento que acabe como o primeiro”. Isso é compreensível, mas o que ele está realmente dizendo? “Eu não quero trabalhar para obter intimidade. Eu quero a conseqüência da prática do sexo, mas não quero alcançá-la dentro dos planos de Deus.” Depois que sua filha mudou, esse homem se apegou a duas crianças que viviam por perto e começaram a servir ao propósito “fraudulento” que ele tinha em sua vida.

Cada vez que você vir alguém envolvido em um comportamento sexual ilícito, pode ter certeza de que esse indivíduo é um “fraudador”. Ele quer gratificação sexual sem intimidade. Isso significa que quando você estiver aconselhando alguém com problema de pornografia, problema sexual no relacionamento conjugal ou mesmo envolvimento em alguma forma de sexo bizarro ou perverso, na raiz do problema está o desejo de não experimentar o sexo no contexto para o qual Deus o designou. Essa pessoa precisa ser confrontada com o plano de Deus, ou seja, o plano de intimidade.


A “fraude” e a vida egocêntrica

Quando você aconselhar pessoas envolvidas com a pornografia, algo básico que precisa ser entendido é que a pornografia tem como objetivo a masturbação. Quando alguém produz um uma revista ou um filme pornográfico (uma indústria que visa em sua maioria o público masculino), o objetivo da pornografia é a masturbação. Por trás disso, o objetivo da pornografia e da masturbação é criar um substituto para a intimidade.

A masturbação é sexo consigo mesmo e se alguém está praticando sexo consigo mesmo, não precisa investir em outra pessoa. Aqueles que são “viciados” em pornografia não estão tão viciados em sensacionalismo como em egocentrismo. Estão compromissados em servir a si mesmos, fazer o que for necessário para encontrar uma maneira conveniente de não morrer para si mesmos, que é a natureza do companheirismo em um relacionamento.

O egocentrismo mostra-se de várias maneiras diferentes. Na conversa com pedófilos (molestadores de crianças), uma das coisas mais interessantes que se nota é a tendência que eles têm de olhar para a criança como um parceiro sexual adulto. Eles não pensam que estão praticando sexo com uma criança, mas tendem a ver a criança em termos de igualdade sexual, física e emocional. Caso contrário, teriam de ver a experiência por outra lente que não seus desejos pessoais e o resultado seria morrerem para si mesmos e se abrirem para a intimidade, o companheirismo e o amor voltado para outra pessoa – é exatamente isso que eles não querem.

A Bíblia oferece o melhor modelo para entender esse tipo de pecado sexual. A literatura psicológica oferece explicações incontáveis para tais comportamentos, todas elas destinadas a deixá-lo preocupado com sua história, sua experiência, seus pais. Mas você não precisa enfrentar a si mesmo e suas escolhas pessoais.

Em contraste, as Escrituras sempre focam o coração. Visto que Deus planeja que a sexualidade seja uma expressão de união, qualquer forma de perversão sexual é também uma perversão do plano de Deus para a intimidade. Não importa se o seu aconselhado é um indivíduo cujo comportamento sexual resulta em doença ou alguém com grande variedade de problemas sexuais no casamento, os problemas sempre estão relacionados à intimidade e ao objetivo de Deus para com a sexualidade. Gênesis 2:18 (“Não é bom que o homem esteja só”) significa que sua intervenção mais básica é ensinar a pessoa a morrer para si mesma e a amar os outros.

Um aspecto interessante nesse estudo de caso em particular revelou a divergência entre a explicação bíblica e as noções seculares mais comuns sobre perversão sexual. Durante o tempo em que aconselhei esse homem, recebi um telefonema do seu advogado. Ele queria que seu cliente ficasse por algum tempo em um centro de reabilitação para viciados sexuais, acreditando que isso teria efeito favorável para a sentença judicial. Concordei com relutância, já que não acreditava que essa pessoa continuasse a ser uma ameaça. Ele apresentava progresso e eu não queria vê-lo na cadeia. Eu acreditava que ele estava arrependido e que tiraria bom proveito do aconselhamento. Portanto, concordei.


Que engano!  Meu aconselhado não está na cadeia; mas para obter uma sentença favorável, ele precisou ser rotulado como viciado sexual e concordar em se afastar de relacionamentos até se curar. A ironia, certamente, é que ele estava sendo desafiado por mim a buscar uma intimidade genuína, pela primeira vez na sua vida, no contexto de um casamento. Mas por causa do rótulo de viciado sexual, o objetivo do juiz era afastá-lo de qualquer relacionamento significativo – a verdadeira raiz do problema.


A “força da correnteza” da imoralidade sexual

O segundo aspecto da imoralidade sexual é a “força da correnteza”, que costumo chamar de “história do coração”. Quando eu tinha dezessete anos, decidi comprar minha primeira revista pornográfica. Isso era uma coisa espantosa para mim. Lembro-me de ir a uma drogaria local que tinha uma pequena seção de revistas. Esperei e olhei bem para me certificar de que ninguém estava me vendo. Peguei a revista e enrolei para que ninguém visse qual era. Então fiquei por ali, indo e vindo, até que juntei coragem para ir pagar. Exatamente quando me encaminhei para o caixa, o homem que estava lá se levantou e uma mulher tomou seu lugar. Rapidamente, mudei de direção. Devo ter gasto pelo menos 45 minutos naquela loja tentando comprar a revista – mas consegui. Com o tempo, comprei mais algumas.

Comecei a notar uma coisa. Eu não estava mais enrolando a revista. Bastava pega-la, ir ao caixa e compra-la! De fato, comecei a comprar duas revistas. No começo, ainda esperava para comprar quando houvesse um homem no caixa; depois de algum tempo, não me importava mais com quem estivesse lá. Finalmente, fui até capaz de conversar com a mulher enquanto pagava as revistas.

As pessoas começam naquilo que chamo de “zona de conforto” na prática de seus pecados. Deus diz que a natureza do pecado é tal que à medida que continuamos a pecar e apagar o Espírito, e continuamos a cauterizar nossas consciências, aquilo que era originalmente muito desconfortável se torna confortável. Começamos a ser levados pela força da correnteza à medida que fazemos concessões. O pecado sexual freqüentemente começa como uma experiência terrível, que provoca ansiedade. Mas devido à nossa lascívia, nossos desejos e nosso coração que se opõe a Deus, essa reação desaparece depois de certo tempo. Entramos em uma nova zona de conforto. Passado mais algum tempo, se não nos arrependermos, seremos levados para mais longe ainda.

Toda vez que aconselho uma pessoa com problema na área sexual, particularmente uma prática vista como bizarra ou perversa, espero encontrar um padrão de perversão ou um histórico que precede o problema. Ninguém se levanta pela manhã e diz: “Não tenho nada para fazer hoje, acho que vou me expor em algum lugar”. As pessoas nunca saltam para formas extremas de pecado; elas são impelidas aos poucos. Quando você estiver aconselhando alguém com padrão sexual pervertido, presuma que ele ou ela pode ter uma extensa história de imoralidade que não será facilmente descoberta sem uma investigação persistente. Geralmente, quando perguntamos a essas pessoas o que elas fizeram, elas estão dispostas a contar. Mas quando perguntamos “O que mais você fez? O que veio depois?”, elas respondem: “Eu não fiz mais nada”. Insista no seu objetivo. Invariavelmente, à medida que você investir tempo na conversa com essas pessoas, você começará a ver uma história de comprometimentos que faz do último acontecimento não um salto, mas um pequeno passo. Em termos de pecado sexual, a pessoa já pulou longe do padrão de Deus.

A força pecaminosa dessa corrente assemelha-se com ir à praia e cair no sono em uma jangada lançada ao mar. De repente, o apito de um salva-vidas interrompe seu sono. Enquanto você acorda ouvindo o som persistente e chato do apito, você se pergunta: “Para quem esse idiota está apitando?” Você olha bem, e descobre que é para você! Você não planejou aquilo, mas de repente todo mundo na praia parece um pontinho porque você foi impelido para longe, mar adentro. É assim que o pecado funciona; ele sempre tem uma história que o precede. Mas lembre-se de que Deus também tem uma “história” relativa ao coração – a santificação.


A solução de Deus para a “força da correnteza”

A santificação é tanto posicionalmente completa como dinamicamente progressiva. O Salmo 119:9-11 diz: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”. Em João 17:14-19, Jesus orou ao Pai:

Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 

Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.
A pessoa dirigida por essa “força da correnteza” vive com o coração comprometido e cheio de imoralidade. Está sempre pensando nisso e maquinando seus planos. Mas o crente é chamado à santificação pela meditação na Palavra de Deus. Essa é a solução de Deus para o pecado sexual que causa problemas e atormenta a muitos.

A Bíblia não tem nada específico a dizer sobre a masturbação porque não é necessário. O problema da masturbação não é ela em si, mas a condição do coração da pessoa. A masturbação é apenas uma manifestação do coração. A Bíblia não é insuficiente, como alguns poderiam dizer, porque deixa de articular algo específico para lidar com o problema. Deus diz que se o meu coração for mantido puro pela meditação contínua na Sua Palavra no contexto da obra de santificação, terei a capacidade de resistir à tentação que me leva ao prazer da pornografia e da masturbação.
Muitos procuram aconselhamento porque estão centrados nos problemas. Pedem uma técnica para mantê-los afastados de certos comportamentos e esperam receber um curso rápido que os capacite a usar Deus para vencer certo pecado. Desejar uma solução rápida é compreensível, mas não há técnica nem mecanismo – psicológico, espiritual ou de qualquer outra natureza – que vá impedi-los de cederem à pornografia ou à masturbação.

Esses aconselhados não têm permitido que a Palavra de Deus esteja operando a santificação constante em seus corações; assim, nos momentos de crise, eles descobrem que não estão preparados para lidar com o pecado. Esperam encontrar uma solução rápida que não leve em conta a obra contínua da Palavra de Deus mediante o Espírito.  Em essência, estão dizendo: “Rápido! Preciso um pouco de Deus! Estou mesmo com problemas aqui”.

Como conselheiro você não pode dar a essas pessoas alguma coisa que Deus aperfeiçoa lentamente, dia a dia. Tudo o que você pode lhes oferecer é informação bíblica. Eles necessitam mesmo é de sabedoria, mas sabedoria é o resultado da aplicação da Palavra de Deus em suas vidas. No meio de uma crise, tudo o que o conselheiro pode fazer é encorajar o início desse processo.


“Separado” para Deus ou para o mundo

Enquanto lidamos com o problema do pecado sexual, é importante reconhecer outro fator operante. O que a Bíblia chama de “mundo” é um sistema de valores e crenças que procuram controlar ativamente nossos corações. O mundo também tem (se posso usar essa expressão) uma influência “santificadora” que procura nos separar para ele, em contraste com o desejo de Deus de nos separar para Si. O indivíduo que procura aconselhamento devido a um pecado sexual é alguém que já foi “separado” pelo mundo e tem sido continuamente indulgente para com aquilo que o mundo oferece.

Temos que retornar ao fato bíblico de que a sexualidade é um ato espiritual; não se trata de algo essencialmente físico. Ela sempre envolve o coração do homem, seja em união com a vontade de Deus e em comunhão com o Espírito, ou em rebeldia contra essa vontade e tentando afastar o Espírito do caminho. O mundo quer ignorar essa dimensão e apresentar a sexualidade como um ato biológico, caracterizado pela necessidade de alívio da tensão sexual. Quando a pressão chega, o mundo diz que não temos poder para resistir. Até mesmo homens cristãos pensam assim, citando erradamente 1 Coríntios 7:1-8 para dar apoio ao seu argumento de que o casamento é a provisão para a paixão: “Paulo diz que é melhor casar do que viver abrasado”.

Muitos homens casados, porém, descobriram que a carne é insaciável e não funciona dentro do princípio de redução de tensão. O coração do homem é ávido na busca do mal. Como Jeremias 17:9 resume, “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Esse é o problema que o pecado sexual revela e que a Palavra de Deus trata.

Nesse sentido, para onde quer que eu olhe nas Escrituras vejo tratada a questão da porneia e questões como masturbação, pornografia, perversão sexual, abuso de crianças, pedofilia e todas as demais perversões que as pessoas praticam. A Bíblia tem muito a dizer a respeito de cada uma, mas não do ponto de vista de técnicas para vencê-las; não se trata de uma questão de meras técnicas psicológicas. A questão é que Deus criou a sexualidade para expressar comunhão e intimidade -- uma metáfora do relacionamento com Cristo. Parece que queremos encontrar todas as maneiras para burlar essa realidade.


O sexo é um ato espiritual, não biológico. O problema essencial não é como lidar com nossos impulsos, mas como santificar nossos corações. Quando você aconselhar pessoas, deixe isso bem claro para elas. Muitas vezes, o aconselhado fica terrivelmente desapontado porque quer uma solução que não requeira submissão ao Espírito Santo. Ou seja, sua maneira de encarar o problema é o problema. Ao trabalhar com essas pessoas, você terá sucesso quando for capaz de ajudá-las a reconhecerem que a única solução é aquela que o Salmista encontrou – esconder a Palavra de Deus no coração para não pecar contra Ele.

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