Paleontologia
“Cento e vinte anos de pesquisa paleontológica têm
deixado abundantemente claro que o registro fóssil não confirma esta parte das
predições de Darwin.”
Dr. Niles Eldredge e
Dr. Ian Tattersall
A Formação de Fósseis
Muitos conceitos errôneos sobre a formação dos fósseis
ainda permanecem como parte da discussão sobre as evidências evolucionistas no
registro fóssil.
Estas ideias influenciam diretamente as interpretações
que são dadas aos achados paleontológicos. Portanto, para que um fóssil possa
ser formado, devem existir fatores que possibilitem a preservação do organismo
contra fatores que possam inibir a sua preservação.
Um dos principais fatores que precisa ser inibido
rapidamente é o da decomposição orgânica. Fósseis de animais aquáticos (como a
água-viva) que apresentam uma grande quantidade de detalhes na sua estrutura
macia aparecem extremamente bem preservados, mostrando que a fossilização foi
rápida. Para que animais como a água-marinha sejam fossilizados rapidamente, há
necessidade de um soterramento (sepultamento) rápido, para que o processo de
decomposição possa ser desacelerado e inibido.
Contudo, apenas isto não seria suficiente.
Um ambiente anóxico (com pouco oxigênio) seria um outro
fator importante para a preservação do material orgânico até que o processo de
fossilização fosse finalizado.
Ainda um terceiro fator importante é o enclausuramento em
sedimentos que impossibilitariam a dissolução do organismo.
Estes três fatores são necessários para contrapor os
mecanismos de intemperismo e erosão (processos mecânicos), a oxidação e a
dissolução (processos químicos) e atividade microbial e de animais predadores
(processos biológicos). Todos estes fatores juntos demonstram que a formação de
um fóssil ocorre numa situação anormal. Um animal ou planta que tenha uma morte
natural (normal) dificilmente passaria pelo processo de fossilização.
Três conclusões importantes sobre os fósseis podem ser
traçadas então:
1. A abundância de fósseis demonstra a fragilidade da
vida em relação a situações anormais do meio ambiente e também atesta a
quantidade destas situações anormais que ocorreram no passado (catastrofismo).
2. Os fatores mencionados para a formação dos fósseis,
salientando o bom estado de preservação em que os mesmos são geralmente
encontrados, demonstram que a grande maioria encontrada no registro fóssil
passou por um processo rápido de sepultamento.
3. As informações contidas nos fósseis estão geralmente
ligadas à história da morte do organismo e não necessariamente sobre como ele
teria vivido.
Charles Darwin concluiu corretamente que “... o número de
variedades intermediárias, as quais existiram previamente [deveriam]
verdadeiramente ser enormes. Por que, então, as formações geológicas e cada um
dos estratos não estão repletos destes tais elos intermediários? A geologia,
sem dúvida, não revela tal cadeia orgânica finamente graduada; e isto,
portanto, é a objeção mais óbvia e séria que pode ser levantada contra a teoria
[da evolução]”.
Darwin baseou a lógica da sua teoria da evolução das
espécies no princípio da sucessão da fauna.
William Smith, um engenheiro inglês do início do século
XIX, foi quem observou que rochas e fósseis, mesmo de locais diferentes,
apresentavam algumas similaridades quanto ao tipo das camadas e os tipos de
fósseis encontrados em cada camada. Baseado nesta observação, ele estabeleceu
um princípio que ele chamou de sucessão da fauna. Ele chegou a essa conclusão
baseado no Princípio da Superposição.
O princípio da sucessão da fauna adotado por Darwin
estava baseado no princípio da superposição, o qual já foi demonstrado não ser
válido (ver na área da Geologia o artigo “Coluna Geológica: Interpretação
Errada a Partir da Base”). Darwin construiu todo um argumento lógico sobre um princípio
não válido. O seu raciocínio estava equivocado na base. O mesmo argumento
continua sendo utilizado pela ciência naturalista de hoje. Se esta
interpretação errônea do registro fóssil for removida, o que a evidência tem a
dizer?
As lacunas do registro fóssil
Dr. David Rup, diretor do The Field Museum of Natural
History de Chicago disse: “...nós estamos agora cerca de 120 anos após Darwin,
e o conhecimento do registro fóssil tem sido amplamente expandido. Nós temos
agora cerca de um quarto de milhão de espécies de fósseis, mas a situação não
tem mudado muito. O registro da evolução ainda permanece surpreendentemente
abalado e, ironicamente, nós temos até mesmo menos exemplos de transição
evolucionária que possuíamos durante o tempo de Darwin. Eu quero dizer com isto
que alguns dos casos clássicos de uma mudança darwiniana no registro fóssil,
tal como a evolução do cavalo na América do Norte, tem sido descartada ou
modificada como resultado de informação mais detalhada — aquilo que parecia ser
uma simples progressão exata, quando relativamente poucos dados eram
disponíveis, agora aparenta ser muito mais complexa e muito menos gradualista.
Portanto, o problema de Darwin não tem sido aliviado
durante estes últimos 120 anos, e nós ainda temos um registro que mostra
mudança mas que dificilmente poderia ser considerado como a consequência mais
racional da seleção natural”.
“A maneira abrupta na qual grupos inteiros de espécies
repentinamente aparecem em certas formações tem sido instada por vários
paleontologistas... como uma objeção fatal para a crença da transmutação das
espécies. Se muitas espécies, pertencentes a um mesmo gênero ou família,
tiverem realmente surgido simultaneamente, este fato seria fatal para a teoria
da evolução através da seleção natural”.
Complexidade desde o início
A complexidade do olho do trilobita e o seu design é tão
intrigante que o físico nuclear Dr. Ricardo Levi-Setti, reconhecida autoridade
em trilobitas, disse: “Quando nos damos conta de que os trilobitas
desenvolveram e usaram tais dispositivos há quinhentos milhões de anos, nossa
admiração é ainda maior. Uma descoberta final — a de que a interface refratora
entre os dois elementos das lentes no olho dos trilobitas foi projetada de
acordo com as construções ópticas desenvolvidas por Descartes e Huyghens no
século XVII — beiram a pura ficção científica... O olho de um trilobita bem
poderia qualificar-se para a obtenção de uma patente de invenção”.
O registro fóssil
tem produzido constantemente evidências contra a origem espontânea da vida, de
tal forma que os próprios evolucionistas ao tratarem deste assunto dizem: “Nós
não sabemos como começou a vida neste planeta. Não sabemos exatamente quando
ela começou, não sabemos sob que circunstâncias”.
A evidência não é contra a origem da vida mas sim contra
a origem espontânea da vida!
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