No Piauí, Serra da Capivara guarda o maior tesouro
arqueológico do Brasil
Parecia um tour
exclusivo. Em abril, a reportagem visitou durante quatro dias o parque nacional
da serra da Capivara, no Piauí, e só cruzou com um turista (isso mesmo, no
singular) uma vez.
Sorte? Não
exatamente. Essa época é considerada baixa temporada e, além disso, eram dias
de semana. Dados oficiais, no entanto, mostram que a visitação ainda é baixa.
Em 2012, 11.655
pessoas passaram pelo parque, sendo estudantes da região a maior parte delas.
Vindos de fora do Nordeste, foram apenas 1.500 visitantes.
Para efeito de
comparação, o sítio arqueológico de Tulum, no México, também de grande
importância histórica, recebeu 1,2 milhão de visitantes no mesmo período.
Piauí
Paredão reúne 1.100 pinturas rupestres
Entenda as figuras rupestres
Cânion atrai andorinhas em tardes ensolaradas
Longa viagem tem trecho terrestre que pede atenção
Sim, Inferno existe e fica no interior do Piauí
Pinturas em paredão de 100 m incluem cena de parto
Visitante pode economizar com agência receptiva
Por que, afinal, é tão baixa a visitação à mais
relevante área arqueológica do Brasil?
A principal hipótese
é a dificuldade de acesso para quem vem de fora do Piauí. De São Paulo, o
viajante precisa combinar trecho aéreo com escala e estrada, num total de dez
horas de viagem.
Não é fácil chegar,
mas quem se aventura raramente se arrepende desta viagem à Pré-História.
Formado por quatro
serras, o parque tem como cartão-postal o sítio Boqueirão da Pedra Furada, com
mais de mil pinturas rupestres. Estão ali, a poucos metros da parada de carro.
Acesso facílimo.
Mas nem tudo é
sombra, água fresca e trilhas planas. Para ver algumas das pinturas rupestres
descritas nesta edição, será preciso encarar o calor de até 45ºC e subir em
paredões íngremes.
Em suma, é preciso
suar a camisa.
Gostou desse Artigo?
Baixe Este Artigo em Seu Computador!


Nenhum comentário:
Postar um comentário