O Verdadeiro Sentido da Páscoa


O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA


Não existe este vocábulo na língua portuguesa; entrou na língua por efeito da linguagem litúrgica da Igreja Católica.

É de origem grega, que por, sua vez, foi tirado do verbo hebraico PASOH que quer dizer “Passar além, passar por cima”.
No hebraico, a palavra descreve a passagem do anjo da morte, quando seriam mortos todos os primogênitos do Egito e poupados os dos israelitas.

I – A PÁSCOA PARA ISRAEL

a) INSTITUIÇÃO
Foi instituída no Egito para comemorar o acontecimento culminante da redenção de Israel.

b) ELEMENTOS DA PÁSCOA CORDEIRO
Representavam o preço da redenção e libertação de Israel do Egito; o sacrifício.


OS PÃES AMOS – Revelavam a pressa com que abandonariam a terra do Egito. A farinha amassada sem ter recebido o fermento, por falta de tempo.

ERVAS AMARGAS – Ou alface agreste, recordavam a opressão do Egito, a amargura do cativeiro, além de dar melhor sabor a carne do cordeiro.

SANGUE – Representa a expiação.

A proibição baseava-se em que o fermento é um agente de decomposição e servia de símbolo da corrupção moral, e também de doutrinas falsas. Mt.16.11; Mc.8.15.

Na nossa comunhão com Cristo não pode haver impureza.

A ausência do fermento simboliza a santidade de vida que no serviço de Deus.


II – A PÁSCOA NOS NOSSOS DIAS E OS SEUS SÍMBOLOS

a) INSTITUIÇÃO

A festividade da páscoa foi fixada pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C. É uma festa anual da Igreja Católico Romana, comemora a ressurreição de Cristo.

b) OS SÍMBOLOS

O coelho – Substituíram o cordeiro período pelo coelho, como símbolo de fecundidade (chegando até produzir aproximadamente cento e dez filhotes por ano). Apareceu por volta de 1915, na França. A sua cor e sua rapidez contribuíram para o seu lugar na simbologia. Dizem mais que ele representa a morte e a ressurreição de Cristo pelo fato de alguns que habitam em lugares frios e nevados hibernam e só saem da caverna quando chegam à primavera. Sabemos que não podemos aceitar tamanha aberração, pois em toda a Bíblia encontramos o Cordeiro e não o coelho como símbolo de Cristo.
O ovo – O ovo significando começo, origem de tudo. Quando incubado, dele sai vida, porque nele está contido a vida. Em Cristo não está contido a vida, Ele é a própria vida. João 11.25.
Está presente na mitologia antiga, nas religiões do oriente, nas tradições populares e numa grande parte da Cristandade. Na idade média os europeus adotaram o costume chinês de enfeitar o ovo. Em 1928 surgiram os ovos de chocolate que industrializaram em larga escala.
No século XVIII a Igreja Católica Romana adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo.
O peixe – É símbolo de Cristianismo. Dizem que no passado quando os cristãos se reuniam, faziam desenho de um peixe. Na semana santa, não comem carne, por causa do corpo de Cristo e substituíram a carne por peixe, mas na páscoa judaica comiam cordeiro.
Estes símbolos modernos são uma mistura de mitologia pagã com a simbologia cristã paganizada.

III – A PÁSCOA PARA OS EVANGÉLICOS
Para os evangélicos, a Páscoa tem apenas valor histórico e figurativo. O que tem sentido e valor para nós é a Ceia do Senhor, pois Jesus quando comeu a última páscoa com seus apóstolos antes do sofrimento, deu um caráter todo especial ao acontecimento. Lc. 22.15. Ele estava instituindo a Ceia que, para nós, os cristãos, substituía a páscoa – Lc. 22.15-20.
A Páscoa Bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que a instituiu como um novo memorial – a sua Ceia, na qual o crente comemora a morte do Senhor até que Ele venha. Não há no Novo Testamento mais lugar para a páscoa ou outras festividades mosaicas, as quais foram abolidas na cruz, juntamente com outras ordenanças, como sombras das coisas futuras, espirituais, pertencentes à dispensação da graça.

CONCLUSÃO
O apóstolo Paulo nos adverte em sua I carta a Timóteo, 4. 1-3. Não envolvemos com tais tradições mas, nós que provamos do novo nascimento, que tornou-se real com o sacrifício do filho de Deus, o verdadeiro Cordeiro pascoal, recordemo-nos do Calvário constantemente independente de uma data fixada no calendário anual. Temos em nós esse Cristo ressurreto. Aleluia!
É bom que tenhamos sempre em nossa mente, como motivo de alerta e gratidão, o fato de que somos o que somos não graças a nós mesmos, mas a Deus e ao que Ele fez por nós. Somos livres do domínio do pecado, regenerados e capacitados por causa do Cordeiro de Deus que morreu pelos nossos pecados. Seja esse o nosso estímulo para servi-lo com amor e dedicação, pois Ele não apenas morreu, mas reviveu trazendo-nos uma nova vida. Se você reconhece que Deus deu o melhor para você, então dê tudo de si para Ele, lembrando que: "Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?" (Rm 8.32).


Gostou deste Artigo?
Baixe este Artigo em seu Computador


Nenhum comentário:

Postar um comentário